DINHEIRO EXTRA.

Tradicionais fornecedores de mão de obra qualificada para o futebol europeu, os clubes brasileiros têm tido, ao menos, um consolo ao ver as transações milionárias que envolvem os talentos que revelaram e não tiveram condições – ou competência – para manter.

A venda de Lucas Moura do PSG para o Tottenham fará São Paulo e Corinthians receberem parte dos 28 milhões de libras (cerca de R$ 111 milhões) que segundo a imprensa inglesa foram desembolsados pelos Spurs.

A razão é o mecanismo de solidariedade da Fifa, que diz que os clubes formadores de jogadores (até os 23 anos) têm direito a dividir 5% de uma futura transferência. Como Lucas atuou dos 13 aos 20 anos no Morumbi, o Tricolor receberá cerca de R$ 3 milhões, correspondentes a 2,75% da negociação.

Já o Timão terá direito a 0,5%, cerca de R$ 550 mil, porque o atacante ficou no clube dos 10 aos 13 anos. Da mesma situação se beneficiará o Santos que vai receber quase R$ 2 milhões pela venda, também anunciada ontem, do lateral-esquerdo Emerson Palmieri do Chelsea para a Roma.

Ser surpreendido com um dinheiro extra é sempre bom. Mas  muito melhor seria poder manter, por maior tempo possível, os jovens talentos por aqui.

Pois é, ainda bem que a FIFA criou esse mecanismo, porque pela total falta de preparo, de transparência e de conhecimento, nosso clubes ficam sem suas estrelas, e sem o que certamente valem. Tanto é que, vira e mexe tem algum clube no Brasil recebendo alguns trocados (que por aqui, são milhões), vivemos comendo os sobejos que caem da mesa, triste panorama e realidade do futebol brasileiro. Até porque, são os craques brasileiros formados nos clubes que não sabem como mantê-los, que estão quebrando os recordes em valores de suas transferências, e assim, vamos seguindo até quando não sei.

Fonte: Lance Expresso.

Comentário e Tradução: Roberto Q. de Andrade.

Sem Comentário

Deixe um Comentário