BURACO FUNDO

O Santos anunciou nesta terça-feira um superávit de R$ 79,7 milhões no terceiro trimestre do ano. Parece bom, mas ser bom é apenas uma meia verdade. As contas foram melhoradas por conta da venda de Thiago Maia ao Lille, da França, por R$ 37 milhões, além dos R$ 34 milhões como clube formador de Neymar, que o Peixe recebeu com a transferência do jogador do Barcelona para o PSG, em agosto.

Essa é uma rotina da maior parte dos clubes brasileiros: a negociação de jogadores como fonte de renda indispensável para o equilíbrio financeiro. E, obviamente, não é o melhor caminho. Perder ídolos e jovens promessas representa prejuízos do outro lado, receitas que só um time forte, competitivo e com estrelas podem assegurar.

O Peixe teve déficit de R$ 43,5 milhões no primeiro semestre e certamente teria continuado nesse buraco não fosse esse dinheiro extra. Não há mistério: só uma administração responsável, profissionalizada e com foco no equilíbrio e nos resultados, comprometida com a busca de receitas alternativas – como o faturamento nos dias de jogos, ações de marketing, negociação diferenciada dos direitos de TV e internacionalização das marcas, por exemplo – será capaz de reverter essa dependência no futebol brasileiro.

Por: Lance Expresso.

Sinceramente falando, essa de não está certo, descobrir talentos e forma-los e depois negocia-los, não é um dos caminhos dos nossos clubes? Completamente errado, temos sim, que continuar fazendo isso e cada vez mais e mais. Naturalmente que precisamos ter dirigentes profissionais (mas, como se estamos num verdadeiro mar de corrupção, desvios, todo tipo de desonestidade nos negócios), como arranjar executivos do futebol, com conhecimento e decência.

Então, até termos isso (vai demorar certamente), porque não é somente ser um jogador profissional que vai faze-lo um profissional administrativo de futebol (como temos no caso dos “professores”), que terminam de jogar bola e já são transformados em técnicos. E tudo isso se deve a condição que nossos próprios dirigentes produzem ou criaram com os aumentos salariais incompatíveis com a situação do clube e agora lançam ex-jogadores sem o completo conhecimento de normas e técnicas.

Certamente que precisamos de negociar melhor essas licenças de direitos junto à TV., explorar a marca do clube, nacionalmente e internacionalmente (vejam os clubes na Europa, estão se espalhando por todo o mundo, tem alguns clubes como o Barcelona, que já está vendendo mais camisas que muitos de nossos clubes brasileiros que estão na Série A aqui mesmo no Brasil), sem falar que com o evento da antena parabólica e a displicência das Federações Estaduais, enviam para todo o interior do País, jogos de Campeonatos da Europa e até mesmo de fora da região, em detrimento dos clubes locais, que perdem uma boa e excelente chance de aumentarem seus ganhos, e com ideias e produtos que condizem com a instituição (sei de um clube que seu comprador de produtos para a loja do clube era o chefe do almoxarifado, ex-jogador).

Mais enfim, se deixar que eu escreva o que temos para fazer e o que temos de errado, eu passo uma semana escrevendo, então vamos parar aqui mesmo.

Comentário: Roberto Q. de Andrade.

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