BRINCANDO COM FOGO.

Num raro contato com jornalistas, ontem, Marco Polo Del Nero disse que está avaliando se irá ou não ao Mundial da Rússia no ano que vem.

Exilado dentro do seu próprio país, com medo de cruzar as fronteiras, ser preso e acabar como Marin nas mãos da Justiça americana, o presidente da CBF ainda faz piada com coisa séria: “Está tão bom comigo aqui e o Brasil ganhando. Se eu for e o Brasil perder, vão dizer que sou pé frio.” Brincadeira de mau gosto.

O Brasil já perdeu com ele. E muito. Ter no comando a CBF um cidadão investigado, envolvido no que de mais escabroso existe no submundo do futebol, já é uma derrota. Uma derrota moral e política, já que cada vez menos o país se impõe nos fóruns internacionais de decisões do esporte.

Aliás, salvo engano, Del Nero é o único dos citados nos escândalos da FIFA e da venda de direitos de TV que continua a exercer funções de mando numa confederação. Todos os demais se demitiram ou foram afastados.

Pode até ser uma vitória para ele – que na entrevista de ontem classificou como “assunto pessoal” as acusações que vem sofrendo, como se a opinião pública e o futebol brasileiro nada tivessem a ver com isso. Mas é uma vergonha, que não é alheia, para o país e cada um de nós.

Para mim essa conversa dele é uma afronta à todos nós Brasileiros, ele está zombando de todos, simples assim. É o único que está no comando de uma Confederação e para mim, a mais importante do Mundo, pois nenhum outro País tem tanto títulos quanto o Brasil e ele continua pagando para roubar, então as Federações (todas recebem ajuda de custo), estão roubando também, pois o mantém no cargo.

Até quando o nosso País será achincalhado, temos uma corja de desonestos na Câmara de Deputados, outro tanto no Senado um presidente chefe de quadrilha (de acordo com o Procurador Geral da Republica), sem falar que o Supremo Tribunal Federal está provando que pouco ou nada irá fazer (todos farinha do mesmo saco), para mudar essa situação, ou seja, mandar para a cadeia os envolvidos em falcatruas, desvios, e propinas.

Por: Lance Expresso. Comentário/ Tradução: Roberto Q. de Andrade.

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